11 dez

Artigo: o amadurecimento das redes e centrais de negócios

A criação de Federações demonstra que a cooperação interorganizacional entre PMEs está se estruturando para obter maior representatividade e visibilidade junto aos órgãos governamentais e setoriais.

Por Adriano Arthur Dienstmann

Adriano Arthur Dienstmann é diretor da Redexpert

Recentemente foi lançada a Febramat (Federação Brasileira de Redes Associativas de Materiais de Construção) que reúne as 19 principais redes brasileiras deste segmento. Esta iniciativa, inspirada na Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias), demonstra que a cooperação interorganizacional entre PMEs está se estruturando para obter maior representatividade e visibilidade junto aos órgãos governamentais e setoriais. As federações são o terceiro nível na cadeia de governança setorial.

Os “produtos” das Federações são informações setoriais utilizadas para o planejamento setorial, principalmente por parte da indústria. Porém, é preciso registrar a preocupação com a qualidade e confiabilidade da “matéria prima”, pois esta é gerada pelas empresas associadas às centrais de negócios. É de domínio público o fato de que uma das fragilidades da PMEs é a falta de informações gerenciais, seja pela informalidade, presente em diversos setores, ou pela ausência de padrões operacionais e gerenciais nestas empresas e nas centrais de negócios.

Porém, é necessário saudar a iniciativa pois as Federações exercerão pressão sobre toda cadeia para qualificar e valorizar as informações gerenciais como instrumento estratégico para a tomada de decisão. Como as centrais de negócios e as Federações são dirigidas pelos empresários ligados às redes, elas também são uma “escola” que contribui para formação de lideranças e gestores mais qualificados.

É preciso ter clareza de que os sistemas de gestão e de informação nas redes são formados por três camadas. A primeira é a das empresas associadas, a segunda das centrais de negócios e terceira das federações. Ou seja, são estruturas operacionais e gerenciais individuais, porém sobrepostas e interligadas. Para aumentar a transparência, confiabilidade e a eficiência operacional, os sistemas de gestão devem estar interligados e operarem com alto grau de padronização.

Para o sucesso desta parceria, cada agente – associado, central de negócios e federação – deve conhecer o seu papel na rede e desempenhá-lo com responsabilidade e competência para aumentar o resultado individual, que será a base para o sucesso coletivo ou setorial.

Publicado no boletim informativo Varejo & Redes Empresariais nº 191

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