26 fev

O poder das parcerias nas pequenas e médias empresas

Compartilhar processos, serviços e investimentos permite criar estratégias de diferenciação e rentabilidade.

As parcerias entre empresas tornam-se importantes aliadas quando o assunto é a ampliação e fortalecimento das pequenas e médias empresas em mercados com alta competitividade e consumidores cada vez mais exigentes.

Veja aqui os 10 benefícios do associativismo empresarial

As redes de cooperação, centrais de compras e de negócios são parcerias entre empresas do mesmo segmento que se associam para usufruir dos benefícios das compras coletivas, marketing compartilhado, logística e treinamento e desenvolvimento de pessoas, por exemplo. Esta união permite ampliar a escala e conquistar fatias de mercado maiores e mais rentáveis. Além disso, ao compartilhar experiências e melhores práticas, é possível melhorar o modelo de gestão do negócio, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade através da eficiência operacional.

Custo reduzido

As centrais de negócios são exemplos de parcerias que estão se consolidando no Brasil como um modelo de negócio altamente competitivo. Composta por pequenas e médias empresas, elas entregam seus benefícios a um custo de entrada e manutenção muito baixo, se comparado às franquias ou atuando como empresa independente, em mercados com taxas de concentração crescente ou com públicos identificados com o mundo virtual.

Boas parcerias

A Redlar, rede de lojas especialista em móveis e decoração, apostou na integração do comércio físico com o virtual ao desenvolver sua plataforma de e-commerce, com o objetivo de gerar uma experiência diferenciada aos clientes, direcionar o fluxo para as lojas físicas e ampliar significativamente a variedade de produtos disponíveis para os clientes. Tudo isso possibilitou que se criassem novas oportunidades de negócios para as equipes de vendas das lojas associadas à rede.

Já a Redemac, rede de lojas de material de construção, optou por investir na área da logística através do centro de distribuição e da importação de produtos exclusivos nas linhas de pisos e decoração.

De acordo com o coordenador da Endeavor, Alexandre Caseira, uma boa parceria deve gerar valores semelhantes para todas as partes envolvidas. “Em alguns casos o empresário precisa estar disposto a perder uma fatia ou deixar de avançar em um determinado nicho. O problema das empresas brasileiras é que em geral, elas não têm essa cultura e querem ficar sempre com 100% do bolo. A questão é que você pode ganhar R$ 1 milhão só para você ou dividir R$ 100 milhões com alguém que está trabalhando contigo. Além de poder dividir lucros maiores, o risco também é compartilhado”, explica Caseira.

Estratégia inteligente

Segundo o consultor Adriano Dienstmann, da Redexpert, cooperar ou se aliar com um concorrente para superar problemas comuns é uma estratégia inteligente. Ele cita o caso de empresas localizadas na mesma rua ou no mesmo espaço físico, como centro de compras. Estas empresas possuem um problema comum: atrair potenciais compradores para aquelas áreas. Então, por que não fazerem promoções conjuntas?  “A concorrência só começa após o potencial cliente estar próximo ou dentro do ponto de vendas. É nesta fase que o empresário e sua equipe devem demonstrar sua competência para reter o comprador”, explica.

(Com informações da Revista Dealer)

(Publicado no boletim informativo n° 192)

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