31 jul

Redlar é destaque no Estadão

Juntos somos mais fortes. A frase representa a essência das centrais de negócios, que congregam donos de pequenas empresas do mesmo segmento com o objetivo de aumentar a competitividade e a capacidade de negociação. Foram essas vantagens que impulsionaram pequenos lojistas da capital gaúcha e da Grande Porto Alegre a se unirem em torno da RedLar, fundada por eles em 2005. Hoje, a central de negócios tem 21 associados, são varejistas que mantêm as próprias lojas, que, no entanto, operam sob a bandeira RedLar.

“Optamos por formar essa associação para aumentar o nosso potencial de crescimento. Além de melhorar nosso poder de negociação, queríamos realizar campanhas de marketing e treinamentos de funcionários em conjunto”, conta o dono da unidade RedLar Sapiranga/RS e presidente da central, Ademir Gerson Deitos.

O especialista em empreendedorismo e consultor do Sebrae Nacional Enio Pinto afirma que, embora o principal objetivo das centrais de negócios seja principalmente fazer compras conjuntas, empresários também veem no modelo uma oportunidade de profissionalizar a gestão do negócio, o que envolve a contratação de consultoria e de programas para capacitar as equipes. “São aspectos intimamente ligados à competitividade”, diz.

A criação de uma marca comum, como fizeram os lojistas gaúchos, tem ocorrido com frequência, diz Pinto, sobretudo entre mini mercados, empresas de material de construção e farmácias. “Montando redes, todos ficam atrás de uma mesma bandeira e têm mais condições de alcançar o sucesso.”

O especialista diz que o aspecto comportamental é o mais complicado na condução de um processo de união. Segundo ele, os empreendedores brasileiros ainda têm o perfil de “lobo solitário”. “Ao montar uma empresa, as pessoas se associam por quatro motivos: porque não têm todo o capital, não têm o conhecimento técnico, não têm o tempo necessário para tocar a empresa, ou porque têm medo dos riscos e querem dividir o fracasso. A montagem de uma central também tem muita motivação nessa linha.”

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De acordo com Pinto, a “pegada do lobo solitário” está desalinhada com o momento de transformação no qual vivemos, de iniciativas de colaboração. “Muitos não se imaginam associados a quem até ontem era o seu principal concorrente. Precisam superar essa barreira.”

Perfil participativo é o ideal

Deitos afirma que o início da RedLar foi bastante complicado, porque é fundamental que os associados tenham perfil participativo, além de estarem dispostos a compartilhar as ações.

“Nem todos têm esse perfil. Alguns se desligaram e pessoas com perfil adequado entraram no grupo. Outros associados, porém, conseguiram ajustar o seu jeito de pensar e de trabalhar e hoje estão plenamente integrados.”

Segundo o empreendedor, depois de 13 anos de atividade, a qualidade das lojas e a vida dos associados mudou muito. “A minha loja, por exemplo, começou com duas pessoas e hoje emprega 11 colaboradores.”

Deitos afirma que além das vantagens já citadas, passar por período de crise em grupo é melhor que sozinho. “Conseguimos buscar apoio nos colegas. Além disso, os fornecedores passaram a nos olhar de outra maneira, porque temos volume de negócios.”

Pinto ainda ressalta outra vantagem de uma central: a possibilidade de socializar alguns custos como contabilidade, advocacia e logística. O empreendedor, por sua vez, conta que, antes da central, havia fornecedores que nem sequer os atendiam individualmente, posteriormente, passaram a procurá-los. “Juntos, nós tivemos muitas conquistas.”

Leia a matéria completa, publicada no Jornal Estadão, clicando aqui.

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