15 out

Gestão e congestão

Por Mauro Blankenheim, publicitário

Gosto muito das analogias de insights do ambiente empresarial com o futebol. Por vários motivos: muita gente entende mais de futebol do que de gestão e assim poderia, em tese, entender com a linguagem cifrada do futebol, o que não consegue assimilar na linguagem empresarial, com a mesma naturalidade.

Muito se fala no importado conceito de posse de bola, no futebol, mas tenho visto que muitos times fazem retenção da bola, o que é bem diferente. Seria o caso daquela política de administração engessada que em lugar de compartilhar o conhecimento, a cobrança, os controles e as responsabilidades, centraliza todo o processo, segurando o desenvolvimento da empresa através da contenção das decisões, monocentrando qualquer decisão acima da compra dos rolos de papel higiênico necessitados pela equipe de trabalho. O dono da bola, ou no caso, do negócio, tem que saber dividir. Sem choramingar.

A realização dos profissionais envolvidos com o negócio vai muito além do puro cumprir das tarefas. Todo mundo almeja além de um lugar ao sol, um lugar com sal, tempero essencial para quem quer levantar de manhã com a certeza de que vai saborear o trabalho e não apenas cumprir tabela contratada na CTP.

O profissional moderno não procura emprego. Procura oportunidades. Oportunidades de mostrar a que veio.

Para contribuir. Para distribuir. Nunca, jamais para destruir.

Senão, a gestão do chefe pode virar uma constipadíssima prisão de ventre.

2 Comentários

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Comentários

  • yuri, postado em 11 nov, 2018

    eu gostaria de saber o que seria uma congestão empresarial ??

  • Redexpert, postado em 11 nov, 2018

    Yuri: Agradeço o seu questionamento. O autor do texto utilizou o termo “congestão” no sentido da excessiva concentração do processo decisório no principal executivo. Além de lento o processo decisório não oportunizar o protagonismo aos membros da equipe.

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