15 jan

Liderança e excelência na gestão são a chave para perenidade das redes de cooperação

Por Adriano Arthur Dienstmann

Os associativismo empresarial praticado no Brasil, mais especificamente as centrais de negócios e de compras, como modelo de negócio ainda é muito pouco desenvolvido em relação a modelos associativistas mais estruturados, portanto mais competitivos como as cooperativas, as franquias e as redes patrocinadas.

Para mudar esta realidade, é preciso inovar criando modelos de negócio que introduzam a excelência na gestão e na capacidade de prestar serviços aos associados. As centrais de negócios, como uma organização administrativa da rede (OAR), são modelos muito mais sofisticados do que os utilizados atualmente, pois, além de buscar escala e eficiência na execução de atividades comuns, deve desenvolver a visão estratégica para a rede e ter capacidade de coordenação do grupo para agir em bloco. Para tanto, não se pode simplesmente reproduzir os métodos já utilizadas no dia a dia pelos associados. Por exemplo: o método de negociação com os fornecedores utilizado na central não pode ser o mesmo que é empregado no dia a dia dos varejistas, no caso de uma rede de lojas. O grupo precisa se apropriar de ferramentas de gestão em compras muito mais sofisticadas como a Strategic Sourcing (eficiência na aquisição e na governança de fornecedores).

Além das questões expostas acima, para garantir a competitividade das centrais de negócios, frente a modelos tradicionais como franquias e empresas com filiais, será necessário exigir maior maturidade dos empresários associados. Para ganhar escala e fortalecer a marca da central será necessário aumentar o monitoramento do padrão de produtos e serviços oferecidos por todos associados da rede. Nesse sentido, uma boa consultoria de campo colabora para orientar os associados, monitorar as unidades e incentivar a aplicação das melhores práticas nas operações.

Um modelo de gestão integrado, capacitação contínua, processos bem definidos serão fundamentais para a excelência na gestão da rede. Dentro disso, incluem-se o uso de tecnologia e ferramentas para gerar agilidade nos processos e transparência nas relações entre as partes. Os integrantes da rede (associados, dirigentes e funcionários) devem desenvolver uma organização empresarial onde cada parte envolvida no processo entende sua responsabilidade e executa suas tarefas com conhecimento e segurança. Por isso, lideranças e profissionais tornam-se fator-chave para a perenidade das redes de cooperação.

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