08 jun

Liderança na gestão das redes de cooperação

É preciso inovar criando modelos de negócio que introduzam liderança e excelência na gestão e na capacidade de prestar serviços aos associados.

Os associativismo empresarial praticado no Brasil, nas centrais de negócios e de compras, é um modelo de negócio ainda pouco desenvolvido em relação a modelos associativistas mais estruturados.

Para mudar esta realidade, é preciso inovar criando modelos de negócio que introduzam a excelência na gestão e na capacidade de prestar serviços aos associados.

As centrais de negócios, como uma organização administrativa da rede (OAR), são modelos muito mais sofisticados do que os utilizados atualmente.

Além de buscar escala e eficiência na execução de atividades comuns, deve desenvolver a visão estratégica para a rede e ter capacidade de coordenação do grupo para agir em bloco.

Para tanto, não se pode simplesmente reproduzir os métodos já utilizadas no dia a dia pelos associados.

Por exemplo: o método de negociação com os fornecedores utilizado na central não pode ser o mesmo que é empregado no dia a dia dos varejistas, no caso de uma rede de lojas.

 

Liderança e excelência na gestão das redes de cooperação

Contudo, o grupo precisa se apropriar de ferramentas de gestão em compras muito mais sofisticadas como a Strategic Sourcing (eficiência na aquisição e na governança de fornecedores).

Além disto, para garantir a competitividade das centrais de negócios, frente a modelos tradicionais como franquias e empresas com filiais, será necessário exigir maior maturidade dos empresários associados.

Para ganhar escala será necessário aumentar o monitoramento do padrão de produtos e serviços oferecidos por todos associados da rede.

Nesse sentido, uma boa consultoria de campo colabora para orientar os associados, monitorar as unidades e incentivar a aplicação das melhores práticas nas operações.

Um modelo de gestão integrado, capacitação contínua, processos bem definidos serão fundamentais para a excelência na gestão da rede.

Logo, incluem-se o uso de tecnologia e ferramentas para gerar agilidade nos processos e transparência nas relações entre as partes.

Os integrantes da rede devem desenvolver uma organização empresarial onde cada parte envolvida entende a responsabilidade e executa tarefas com conhecimento e segurança.

Por isso, lideranças e profissionais tornam-se fator-chave para a perenidade das redes de cooperação.

Apesar dos inúmeros estudos sobre as centrais de negócios, dedicou-se pouca atenção ao desenho da função e das competências gerenciais necessárias para dirigi-las. Por isso, este é um tema de suma importância para gestores, abordado pelo consultor Adriano Arthur Dienstmann.

“O certo é que não é possível simplesmente transpor as práticas de gestão e liderança das empresas verticalizadas para arranjos produtivos horizontais.  Desta forma, é  preciso saber articular e influenciar pessoas em ambientes diversos, que são simultaneamente, volúveis e competitivos para que sejam colaborativos”, destaca Dienstmann.

Quero te ajudar! Me conta qual a tua necessidade.

 

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