23 jul

Oportunidades de melhorias para o ecossistema cooperativo

As redes de cooperação possuem espaço fundamental para melhorar a competitividade das micro e pequenas empresas. Aqui no RS, essas redes estão bem mais estruturadas e já servem de cases de sucesso, como é o caso da rede das redes, por exemplo. Este formato de associativismo empresarial inovador cria condições para que os empresários, unidos, enfrentem a concorrência dos grandes players nacionais e internacionais e exerçam o seu papel social de gerar e distribuir riquezas.

Para que as redes se estabeleçam de forma mais assertiva, seu poder de atração deve estar relacionado diretamente à sua eficiência, controle, transparência na prestação de contas e na geração de resultados efetivos para seus associados. Por este motivo elas precisam desenvolver serviços e promover entregas que não estejam disponíveis para todos e que sejam, de certa forma, escassos. A atração e a conquista de novos associados não se justificam tanto pela sensação de pertencer, mas pela possibilidade de conseguir algo através da participação.

Entretanto, o poder de atração aumenta quando as redes estão cientes das oportunidades existentes e estão presentes em pautas importantes para o desenvolvimento do ecossistema. Dentre as oportunidades e temas relevantes estão:

Falta de legislação específica para nomear as redes de cooperação e formatos para uma atuação mais limpa e sem encargos adicionais/bitributação. Esta é uma pauta da qual todos os representantes das redes de cooperação deveriam participar. Estamos falando em ganhar mais escala e ser considerado um modelo garantido por lei.

Aumento do número de redes de cooperação por meio da integração, da melhoria do relacionamento entre redes e do aumento dos ganhos em escala. Assim como na Alemanha, a tendência é ter cada vez menos redes, com maior número de associados.

Expansão do número de associados adentrando novos territórios, seja por novos associados ou modelo loja própria. A interiorização das redes como estratégia de expansão é ponto forte para se ter uma marca mais reconhecida.
Alinhamento da estratégia entre as redes e associados, como melhoria nos processos de venda, compras conjuntas e engajamento. Ter processos eficientes e eficazes para que todos andem no mesmo sentido agiliza o desenvolvimento e maturidade da rede.

Desenvolvimento de novos produtos/serviços para melhoria dos serviços prestados pelas redes de cooperação. Fixar-se apenas em contribuições e valores pagos pelos associados é um risco. Pensar em novas formas para garantir que a rede se autossustente é tendência.

Profissionalização das redes de cooperação e seus associados através de controles gerenciais vinculados à estratégia da rede. Ter profissionais capacitados e atentos ao que há de novo no mercado é importante para profissionalizar a gestão.

Melhoria no relacionamento e na comunicação entre os associados para reduzir os interesses individuais e melhorar a forma como os associados enxergam a rede. Empatia entre os associados e seus dirigentes. Saber que todos ganham se todos cooperam.

Aumento do interesse de empresas de TI, games e startups para atuação em redes de cooperação e interesse para atuação cooperada em setores tradicionais para redes de cooperação como móveis, turismo e alimentos & bebidas. Novos mercados entrando nesse modelo são uma forma de crescimento e de maior disseminação. Encontrar oportunidades nas cadeias pode ser um meio para expansão da rede.

(Texto: Túlio Josué Pinheiro dos Santos/Coordenador Estadual de Franquias e Redes Cooperação do SEBRAE RS)

Publicado no boletim informativo Varejo e Redes Empresariais nº 194

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