02 maio

O que podemos aprender com as redes de PMEs da Alemanha?

Em qualquer lugar do mundo, ninguém discorda que a cooperação é uma das principais alternativas para tornar as PMEs mais competitivas. O desafio está em fazer da cooperação uma estratégia efetiva e tornar pequenas empresas tão fortes quanto grandes corporações.

O frio incomum na Alemanha neste mês de abril contrastou com a receptividade dos profissionais da cooperação que encontrei nos últimos dias. Tive a oportunidade de visitar a Federação Alemã de Redes e Centrais de Negócios (Der Mittelstandsverbund) e três das principais centrais de negócio na Alemanha, dos setores de materiais de construção, eletroeletrônicos e móveis+utilidades domésticas+conforto.

Todas as três são centrais de negócios com centenas de membros e milhares de pontos de venda na Alemanha e em países vizinhos, com estrutura e profissionalismo invejáveis. A conversa com os gestores dessas redes e a visita às suas instalações reforçou convicções e gerou novos insights para as redes brasileiras.
Evidentemente, Brasil e Alemanha diferem em muitos aspectos econômicos, culturais, institucionais e geográficos. Portanto, não se trata de copiar estratégias made in Germany, mas adaptá-las ao contexto brasileiro para impulsionar o desenvolvimento das quase 1.000 redes de PMEs existentes no Brasil.

(Texto do professor doutor em Administração, Douglas Wegner)

2 Comentários

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Comentários

  • Túlio Pinheiro, postado em 29 maio, 2017

    Olá. Mas o que adaptar e como adaptar?

  • Adriano Arthur Dienstmann, postado em 19 jun, 2017

    Olá Túlio:
    Agradeço o teu questionamento “o que adaptar e como adaptar?”, publicado no site da Redexpert após a matéria sobre as visitas às redes da Alemanha.
    De forma objetiva, o associativismo empresarial deve ser entendido como um novo modelo de negócio colaborativo baseado na interdependência e na cooperação. Estes dois conceitos básicos do associativismo ainda não fazem parte da cultura da maioria das redes. Se fala muito em compras conjuntas, preço de produtos, ações promocionais, mas se entende pouco os conceitos básicos da cooperação. Abrir mão dos ganhos individuais em prol dos ganhos coletivos ainda é um tabu.
    Na minha avaliação precisamos investir no aculturamento dos empresários e na formação de lideranças para a cooperação.

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