19 jun

Pesquisa analisou o comportamento do consumidor de móveis no País

De acordo com o consultor, Adriano Dienstmann, os dados divulgados apresentam uma boa oportunidade para os lojistas reavaliarem seu mix de produtos e garantirem um bom volume de vendas.

O IEMI – Inteligência de Mercado lançou recentemente uma pesquisa que analisa o comportamento do consumidor de móveis.  O relatório analisou mais de 2 mil consumidores, com idades entre 20 e 65 anos, de diferentes grupos sociais (sexo, idade, poder de compra) e regiões do País e avaliou aspectos referentes ao seu comportamento de compra, como preferências, frequência, quantidades adquiridas, valores pagos, preço, motivações da compra, tipo de loja em que prefere comprar, local, marca, serviços e grau de fidelidade ao ponto de venda, etc.

Mais de 60% dos consumidores de móveis pesquisam na internet antes de realizar a compra

A exposição dos produtos na internet fornece informações preliminares aos consumidores de forma a gerar objetividade e segurança na hora da compra, principalmente para um produto tão importante para o lar, como móveis. A pesquisa do IEMI mostra que mais da metade (63,6%) dos consumidores brasileiros de móveis pesquisam na internet antes de realizar uma compra. A maioria deles (71,2%) o fez para conhecer o preço do produto. Após a pesquisa na internet, 69,9% foram a uma loja física para conhecer melhor e experimentar o produto antes da compra. Mesmo assim, ao final deste processo, apenas 18,0% optaram por comprar em uma loja virtual, enquanto que a maioria dos consumidores acabou optando por comprar na loja física (80,2%) e 1,8% indicaram outros canais.

Renovação, redecoração ou reforma do ambiente são as principais motivações para a compra de um móvel

Entre os diferentes momentos de vida dos consumidores, na ocasião da última compra, a maioria dos entrevistados para a pesquisa (43,4%) alegou a renovação e redecoração do ambiente. Os que alegaram a reforma do imóvel somaram 11,4%. Somados, observa-se que 54,8% das motivações de compra do produto estão relacionadas à renovação, redecoração ou reforma do ambiente. Já 10,4% dos consumidores justificaram a mudança para um imóvel maior; 4,4% alegaram estarem indo morar sozinhos e 3,1% estarem mudando para um imóvel menor. Assim, observa-se que 17,9% das motivações estão relacionadas a uma mudança de imóvel.

De acordo com o consultor da Redexpert, Adriano Dienstmann, a pesquisa do IEMI apresenta uma boa oportunidade para os lojistas reavaliarem seu mix de produtos, uma vez que quase a metade dos consumidores investe na renovação e na decoração do ambiente. “Boa parte das lojas tradicionais não oferta produtos de decoração na quantidade e variedade adequada, obrigando o consumidor a buscar soluções me outras lojas”, explica. “Em tempos de retração de vendas, a ampliação do mix é uma alternativa interessante para garantir o volume de vendas”, complementa Dienstmann.

Principais percepções

A pesquisa do IEMI traçou um perfil do consumidor de móveis em 2017. Entre as principais características, destacou que:

– O preço (54,7%), o produto exposto (36,1%) e a qualidade (28,2%) estão entre os principais motivos para a escolha da marca de móveis;

– Os homens têm maior motivação em relação à qualidade (29,4%) e também quando se trata de conforto (15,1%);

– Entre os mais influenciados pelos preços dos produtos, a maior concentração está na faixa etária entre 25 e 34 anos (56,7%);

– Já os consumidores que são mais sensíveis a qualidade dos produtos, a maioria tem idade entre 35 e 44 anos (31,3%).

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