26 abr

Maior varejista de móveis do mundo quer ficar mais próxima do consumidor

A gigante sueca do varejo de móveis Ikea vai investir em lojas menores para estar presente nos centros urbanos das grandes cidades e com isso, acompanhar o ritmo de uma sociedade em rápida transformação.

A estratégia é garantir que a empresa adapte sua operação a um mundo urbanizado onde as pessoas “moram em espaços pequenos” e têm “carteiras quase vazias” e “pouco tempo”, segundo o CEO Jesper Brodin. Pesquisas da empresa mostram que, em 2030, cerca de 60 por cento da população mundial viverá em grandes cidades, o dobro da porcentagem atual, disse.  “Teremos três anos para ampliar as ambições de nossas metas de negócios e também para transformar, em parte, o modo de encontrar nossos clientes”, disse ele.

A empresa está se transformando para colocar mais lojas nos centros das cidades para ficar mais perto dos clientes. Além disso, a companhia abriu mais de uma dúzia de showrooms pequenos em cidades como Londres e Paris para atender melhor aos consumidores urbanos.

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Para o consultor e diretor da Redexpert, Adriano Dienstmann, como as grandes lojas da rede ficam afastadas dos centros das cidades, a ideia de trazer lojas menores para perto do consumidor é uma maneira eficaz de aproximar a marca do seu público, proporcionando comodidade e aumentando o nível de experiência de compras do consumidor, além de dificultar a entrada de novos concorrentes.

Brodin disse que a estratégia é chegar diretamente à sala de estar das pessoas aumentando o foco digital e as compras pela internet e oferecendo um serviço melhor a quem precisa de entrega em domicílio. O foco em grandes armazéns continuará, mas será acompanhado de outras prioridades. “Precisamos pensar onde abriremos grandes armazéns e também em fazer muitos investimentos nos centros das cidades, e então ampliar isso para nossas megacidades e depois para todos os países e mercados”, disse ele.

De forma geral, a empresa não abandonará a obsessão de seu fundador, Ingvar Kamprad, falecido em janeiro, pelo baixo custo. “Temos um plano financeiro para tudo isso, levando em conta os investimentos em preços mais baixos”, disse Brodin. “Esta é sempre a prioridade número 1 para nós.”

(Fonte: Grupo Bittencourt)

(Publicado no boletim informativo “Varejo & Redes Empresariais” n° 193)

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